sábado, 22 de outubro de 2011

Degrau por Degrau.


Eu queria degraus, algo para escalar e quando chegasse ao topo e eu pudesse dizer  ‘eu venci  essa tristeza que me corroía’. Eu sei que leva tempo, derrama um pouco de sangue. Mas tem sido diferente, pelo menos para mim.

Os primeiros degraus eram tortuosos, cheios de ciúmes e raiva; muito destrutivo.
Enquanto fui crescendo e minhas pernas foram alcançando o outro bloco, fui deixando pra trás tudo isso que me fazia mal, fui deixando lembranças no passado. E mesmo que algumas ainda me assombrassem, eu ia em frente, crescendo, aumentando a minha perna, para que pudesse elevar quem sou a outro patamar. Assim que cheguei, que consegui subir esse degrau, senti tontura e muitas coisas voltaram. Tentei, escalei novamente e aquela tontura também havia ficado para trás. Nesse degrau  tinha muitas coisas da qual eu me envergonhava, das quais eram necessárias desculpas diretas, para que minhas pernas novamente crescessem.
Então me fui em direção ao topo, degrau por degrau, num caminho sofrível, cheio de tempestades, oásis e passarinhos. 

Nem tudo foram rosas, nada são rosas. Ainda mais aquelas que você pode cheirar, e experimentar no cabelo, consigo elas trazem sempre o veneno. Mas aquela em que você apenas pode admirar, meio que de longe, essa sim me traria a paz. Isso me tornou respeitosa com quem eu sempre quis esquecer, e fez com que fosse minha rosa. A qual eu admiraria bem de longe, respeitaria e se necessário fosse faria de tudo para não murchar, se minha rosa se adoentasse, eu correria, e cuidaria com todo o amor que guardei enquanto escalava degrau por degrau.

1 comentários:

valsadovinho disse...

Mais uma vez digo que você escreve muito bem. Sabe expor o que sente d'uma maneira metafórica e muito gostosa de ler.
Sei bem como é essa coisa toda de degrau; eu tento subir um a cada semana ou mês, se não eu sinto que fica pra trás. E o sentimento de se sentir pra trás é trash.

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